'Dia de Inovar-se': Veja como foi o debate sobre o futuro das relações humanas

O dia foi marcado por eventos nos quais se discutiu temas como ‘Colaboração’, ‘Educação Alternativa’, ‘O novo perfil da liderança’ e até mesmo ‘amor, empatia e humanização das empresas’

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Com base na experiência da construção coletiva no processo educacional compartilhada por Traian, houve o direcionamento de um debate que explorou o impacto da ânsia das pessoas por participar dos processos decisórios e na formatação do seu aprendizado. “O aluno de hoje entende que o conteúdo teórico básico pode ser acessado por qualquer pessoa na nuvem. O que ele quer agora é entender como colocar em prática essas teorias. De que maneira isso se aplica à minha realidade?”, explica Celso Braga, diretor executivo da Bridge Soluções em Desenvolvimento Humano.

A partir daí, vem a necessidade de inovação por parte de instituições de ensino e docentes. Para Trainan Brumã, a inovação que se faz necessária agora não é a de tecnologias ou processos, mas sim da maneira como podemos refletir juntos sobre nós mesmos, sobre como nos relacionamos com os outros e, principalmente, de que forma vamos construir a educação do futuro de forma a atender essas novas características dos alunos.

Mas a necessidade de inovação nas relações humanas não está restrita ao mundo acadêmico. Isso também se aplica ao universo corporativo e foi debatido durante o 2º Fórum O Melhor da Inovação, segundo evento do ‘Dia de Inovar-se’. Com a temática ‘Colaboração Produtiva’, o encontro foi dirigido a líderes executivos, gestores de áreas diversas, especialistas, educadores, empreendedores e formadores de opinião.

As apresentações conduzidas por especialistas do Grupo Bridge e pelo palestrante internacional Sebastián Gaggero, da Escuela Matríztica de Santiago (Chile), muito se debateu sobre a relevância da implementação de inovações no que diz respeito às relações humanas no mundo corporativo.

O profissional de hoje tem outro perfil e novas necessidades para as quais as empresas precisam se preparar. “As pessoas já não aceitam uma determinação sem questionar o porquê daquilo. Mais do que entender, elas querem participar da construção das respostas e da definição de caminhos a serem percorridos”, explica Celso Braga.

Esse novo cenário impacta o mundo corporativo em duas frentes:

  • Os problemas apresentados no universo empresarial não têm mais respostas simples. É preciso envolver mais pessoas na discussão dessas questões.
  • As pessoas agora já não querem apenas executar uma determinação. Elas se sentem mais preparadas e não querem apenas seguir um modelo já estabelecido. Elas querem participar da construção das soluções.

Dessa forma, o perfil das lideranças já não é mais o mesmo e esse é o próximo degrau de evolução dentro das empresas: “O líder não trabalha mais sozinho. Ele passa a ser um facilitador, um organizador das ideias e mediador das informações. Ele não tem mais um papel de ‘mandatário’, ao contrário, ele orienta e legitima as soluções encontradas de maneira coletiva”, diz.

Os líderes não são mais considerados ‘especiais’. Estamos falando de uma relação horizontalizada, onde o líder se torna mais participativo do processo e onde o diálogo entre as partes define as soluções. “O líder agora faz parte de um conjunto de pessoas que estão em constante aprendizado. Ele não tem mais respostas prontas”, afirma Celso.

A nova liderança ajuda a fazer as conexões entre as diferentes ideias e sugestões de suas equipes. Ela guia as pessoas na mesma direção, faz boas conexões entre diferentes conhecimentos e diferentes cenários corporativos.

Como está lidando mais com o aprendizado coletivo, essa liderança precisa ter habilidade na gestão das relações humanas. Ela não decide qual é o melhor caminho, mas ajuda a mediar um caminho único construído coletivamente. Essa nova liderança gerencia mais conflitos e mais divergências, já que cada um pode vir a ter uma opinião diferente. É papel dessa liderança ajudar a transformar essas diferenças em algo positivo e produtivo.

“Estamos trabalhando muito na mudança do mindset de liderança junto às empresas. Essa já é uma realidade e as organizações precisam se preparar e preparar seus líderes se quiserem se manter competitivas e inovadoras”, orienta Celso.

Para Mariana Pantano, Recursos Humanos da Schaeffler, a discussão promovida em torno da inovação das relações humanas propõe uma reflexão importante muito importante para todos: “Para ter colaboração, precisamos revisitar nosso ego. Se estivermos muito focados em nosso próprio ego, nos fechamos para a colaboração. Acabamos por oprimir qualquer contribuição que venha”.

Helena Ormieres, Recursos Humanos da Wex, os conceitos discutidos durante o “Dia de Inovar-se” precisam ser levados para dentro das empresas. “Precisamos pensar em como vamos aplicar tudo isso em nossas rotinas, em nossas realidades. A oportunidade de mudar está em nossas mãos, ainda que precisemos de suporte”, disse.

Para Vanessa Teramoto Higa, Assessora de Arrecadação de Fundos da Childohood, participar do Dia de Inovar-se foi uma experiência muito interessante. “Gostei de ver como os temas Aprendizagem, Amor, Afeto e Empatia estão entrando na pauta das empresas”, afirmou.

Para o Grupo Bridge a inovação do ponto de vista humano se faz primordial para o desenvolvimento das organizações. “Queremos continuar a fomentar a inovação no Brasil de forma estratégica, mostrando ao mercado que é possível ter uma nova perspectiva de olhar o futuro e desenvolver novos caminhos para alcançar resultados nunca antes imaginados”, conclui Celso Braga.

Colaboração Produtiva
O conceito de ‘Colaboração Produtiva’ se aplica a um grupo de pessoas que trabalham juntas para um propósito comum, utilizando o máximo de suas potencialidades. É um fluxo continuo de aprendizagem, mantendo o envolvimento emocional durante o processo. As atividades desempenhadas são inter-relacionadas e são a soma dos esforços. A ‘Colaboração Produtiva’ traz consigo uma mudança no formato de gestão. A partir dela, os objetivos e as estratégias do negócio são desenhadas com a participação direta de gestores e colaboradores juntos. As empresas também precisarão descobrir uma nova forma de estabelecer metas e medir desempenho de maneira coletiva.

LIVRO ‘INOVAÇÃO: DIÁLOGOS SOBRE COLABORAÇÃO PRODUTIVA’
Lançada durante o Dia de Inovar-se, a obra reúne o resultado de nove meses de debate liderado pelo Grupo Bridge com participação de 45 pessoas de 12 empresas, instituições e profissionais independentes. O prefácio é de Sebastián Gaggero, da Escuela Matríztica, que atua com princípios de desenvolvimento humano fundamentados nas ciências biológicas.

Perfil Traian Brumã
Cofundador da Universitatea Alternativă (Romênia), Trainan tem 34 anos, é formado em Engenharia Elétrica pela Universidade Politécnica de Bucareste e dedicou 10 anos às especializações em Administração, Gestão de Negócios e Economia. É entusiasta dos temas: Liderança Criativa, Empreendedorismo Social e Global Changemaker.

Perfil Sebastián Gaggero
Sociólogo e estudante de ciências sociais, focado em pesquisa para compreensão sistêmica da dinâmica cultural que impulsiona e preserva o bem estar em diferentes comunidades e organizações. Sebastián já atuou como consultor de negócios e cofundador do Coletivo de Impacto – grupo de consultores independentes orientados para colaborar em projetos que exigem medição de impactos social e ambiental. Atualmente, participa como pesquisador na Escuela Matríztica de Santiago (Chile) co-inspirando no processo de concepção de modelos de apoio e de intervenções organizacionais destinadas a ampliar a colaboração, inovação e cocriação de valor e bem-estar. Está envolvido em diversos projetos nacionais e internacionais ligados à transformação cultural para a criação conjunta de valor e bem-estar.

Perfil Celso Braga
Diretor executivo do Grupo Bridge e da Drucker Society Brazil-SP, é Psicólogo, Mestre em Educação, pós-graduado em Psicodrama Sócio Educacional pela ABPS e qualificado como professor supervisor pela FEBRAP. Com experiência de mais de 25 anos em desenvolvimento de lideranças em organizações, é consultor especialista em direção de grupos de executivos, planejamento estratégico e projetos educacionais com conexão entre educação corporativa e inovação. É palestrante nacional e internacional em conferências e universidades e autor dos livros ‘A Jornada Ôntica’ (2013), ‘O Hólon da Liderança’ (2015), ‘Inovação: Diálogos sobre a Prática’ (2016) e ‘Inovação: Diálogos sobre Colaboração Produtiva’ (2017). É também coautor do livro ‘Educação para Excelência’ (2010).

Sobre o prêmio O Melhor da Inovação
“O Melhor da Inovação” é um prêmio de iniciativa do Grupo Bridge, com apoio da Gestiona, para fomentar a discussão da inovação sob a ótica do cotidiano e reconhecer os profissionais que conseguiram colocar em prática de maneira eficiente uma inovação aplicada no cotidiano. A edição de 2018 terá como tema ‘Colaboração Produtiva’.

Acesse: www.omelhordainovacao.com
Facebook: /omelhordainovacao | Twitter: @premioOMI

Sobre o Grupo Bridge
Com 21 anos de atuação, o Grupo Bridge é uma empresa de soluções em desenvolvimento humano e atua fortemente na prestação de serviços de consultoria em diferentes segmentos utilizando metodologia autoral pautada por três principais autores: Jacob Levy Moreno, Paulo Freire e Humberto Maturana.
Fruto de uma parceria entre Celso Braga e Sérgio Cruz, ambos psicólogos e especialistas no comportamento humano, o Grupo Bridge se dedica a contribuir para o clima, ambiente e saúde das organizações. Apaixonados por cuidar de gente, a consultoria desenvolve o comportamento das pessoas, promove educação, fortalece as relações, amplia a visão e consciência de todos para o alcance dos melhores resultados.

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Postado em: 25 de julho de 2017

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